Prefeitura e Câmara se unem em defesa do bairro da Glória

Autoridades cobram explicações da CEDAE sobre tarifa abusiva

Moradores do bairro da Glória, em Macuco, têm enfrentado uma situação no mínimo inusitada e que vem pesado desmedidamente no orçamento mensal das famílias: a cobrança pela CEDAE de uma tarifa de serviços de esgotamento sanitário com 100% de acréscimo no valor de consumo registrado mensalmente nas contas de água recebidas.

 Para solucionar o impasse, nesta quinta-feira, 25, o prefeito Bruno Boaretto recebeu a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal, vereadores e procuradores jurídicos dos poderes Legislativo e Executivo para debater o tema. Embora providências prévias tenham sido tomadas, incluindo ofícios encaminhados à CEDAE buscando informações, a comissão oficiou o município solicitando abertura de processo administrativo para averiguar a real situação envolvendo o bairro da Glória.

Existe, inclusive, a possibilidade de uma eventual ação judicial que garanta a suspensão da cobrança até que seja reconhecida ou não a sua legalidade. Porém, nesse primeiro momento, a CEDAE será ‘provocada’ a prestar esclarecimentos para que as autoridades macuquenses conheçam o tema e discutam as medidas cabíveis.

A Câmara detectou inconsistências formais no Decreto 553/76, que regula a exploração de água e esgoto no estado, bem como na Lei de Concessão Municipal 166/02 e no Contrato de Concessão assinado pelo município em 2002. Há, portanto, conflito aparente de normas, até porque não houve a participação ao município, tampouco foi dada ciência prévia aos moradores do bairro da Glória sobre a cobrança. A Comissão de Defesa do Consumidor analisa a cobrança como abusiva, exagerada e desproporcional.   

Reuniram-se com o prefeito e estão juntos pela solução o presidente da comissão, Bruno Miranda; o vice, Marcelo Mansur; o membro, Andinho da Reta; o presidente do Legislativo, Júlio Badini; seu vice-presidente, Alberto Herdy; os vereadores Diogo Latini, Felipe Carvalho, Adenilson Pereira (Mimi) e Carlos Alberto Oliveira (Tico-Tico); e os procuradores Jurídicos dos poderes Legislativo e Executivo, Alessanio Badini e Victor Reder, respectivamente.

Texto: Ricardo Vieira

Fotos: Raphael Oliveira